Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

A cistatina C no fluído cérebro-espinal não é um teste diagnóstico para a dor em humanos

DOL · Dor On Line Edição 43 · Fevereiro 2003 ⭳ Baixar em PDF

É o que concluiu James Eisenach e colaboradores ao quantificar a concentração de cistatina C no fluído cérebro-espinal em quatro grupos de voluntárias: grupo controle (mulheres sadias), mulheres com secção cesariana eletiva sem dor, mulheres no trabalho de parto com dor severa e pacientes com dor neuropática crônica e alodinia mecânica. Apesar da concentração de cistatina C do grupo das pacientes submetidas à cesariana eletiva com dor severa ter sido, em média, maior que do grupo controle, ela não diferiu da do grupo de pacientes com secção cesariana eletiva sem dor. Além disso, a concentração de cistatina C do grupo de pacientes que sofriam de dor neuropática crônica e alodinia mecânica não diferiu da do grupo controle. Esses resultados descartam a proposta de Andrew J. Mannes e colaboradores (Dol, Boletim 34, Ano 3) de que a cistatina C pode ser usada como um biomarcador da dor. A descoberta de biomarcadores seria um grande avanço nos programas de pesquisa da dor clínica. Referência: Pain 107 (2004) 207–212

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