
A estrutura e função dos nervos periféricos influenciam na dor
neuropática O diabetes Mellitus é dividido em dois tipos: o tipo 1 que atinge pessoas mais jovens sendo decorrente da destruição das células B-pancreáticas, dificultando a secreção de insulina, causando o aumento da glicemia no sangue. Já
neuropática
O diabetes Mellitus é dividido em dois tipos: o tipo 1 que atinge pessoas mais jovens sendo decorrente da destruição das células B-pancreáticas, dificultando a secreção de insulina, causando o aumento da glicemia no sangue. Já no tipo 2 há resistência das células à insulina que pode estar relacionada com obesidade, sedentarismo e genética, favorecendo a hiperglicemia. O aumento da glicemia pode causar complicações, sendo uma das mais comuns à neuropatia periférica diabética, causando o aumento da sensibilidade a estímulos dolorosos
(hiperalgesia), ou sensibilidade dolorosa a estímulos que normalmente não causariam dor (alodinia).
O controle glicêmico e a melhora na qualidade de vida são importantes para prevenir neuropatia diabética e a dor que pode acompanhá-las, no entanto quando já instalada a eficácia é limitada, porém tem importância para não progressão da doença. Sendo assim é importante conhecer os meios que levam a neuropatia, tais como: quais fibras, nervos e estruturas são atingidos para desenvolver o melhor tratamento. Desta forma foi realizada uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de conhecer os métodos utilizados para desenvolver a neuropatia visando o conhecimento da patologia.
Existem dois modelos padronizados para induzir a neuropatia e avaliar as fibras afetadas no diabetes tipo 1, o de dose alta única de estreptozotocina, e o de doses baixas consecutivas durante cinco dias, sendo este o modelo mais aceito, devido a menor toxicidade. Outro modelo utilizado é o genético não obeso caracterizado por possuir grande variabilidade, o que diminui a eficacia na detecção das lesões causadas nas estruturas. Os modelos para indução da neuropatia em diabetes tipo 2 são bastante amplos variando desde o componente genético ao aumento das calorias na dieta.
As mudanças estruturais das fibras AB, Aô e C, podem contribuir para neuropatia, devido a lesão prolongada provocada pela hiperglicemia nos dois tipos de diabetes. No entanto, há uma grande limitação de estudos para entender a causa específica do desenvolvimento da neuropatia. Por ser uma doença multifatorial, outros estudos são necessários para desenvolver novas formas de tratamento eficaz identificando qual estrutura está sendo lesada.
Referência: Frank T, Nawroth P, Kuner R. Structure-function relationships in peripheral nerve contributions to diabetic peripheral neuropathy. J. Pain. 2019;1 60Suppl 1:529-S36.
Alerta submetido em 03/12/2019 e aceito em 04/02/2020.