Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Divulgação Científica

A massagem Thiele piora a dor em pacientes com síndrome da bexiga

dolorosa não ulcerativa Utilizada para melhorar o desconforto ou dor causados durante o sexo, a massagem Thiele tem como principal objetivo o fortalecimento de músculos do assoalho pélvico e pode ser comparada às técnicas de pompoarismo. P

DOL · Dor On Line Edição 239 · Junho 2020 ⭳ Baixar em PDF

dolorosa não ulcerativa
Utilizada para melhorar o desconforto ou dor causados durante o sexo, a massagem Thiele tem como principal objetivo o fortalecimento de músculos do assoalho pélvico e pode ser comparada às técnicas de pompoarismo. Pesquisadores egípcios investigaram recentemente o impacto da massagem Thiele como monoterapia em pacientes com síndrome da bexiga dolorosa não-ulcerativa.
Foram selecionadas 40 pacientes do sexo feminino que receberam a massagem inicialmente realizada por uma fisioterapeuta e, em seguida, receberam treinamento para autoaplicação. Na segunda etapa, as pacientes realizaram sessões autoadministradas em casa duas vezes por semana, sendo acompanhadas semanalmente para avaliações no consultório. Antes e depois do tratamento foram aplicados questionários quanto à intensidade da dor, sintomas de cistite e função sexual. Na última consulta de acompanhamento, as pacientes referiram mais dor, em relação aos níveis medidos antes das sessões de massagem, indicando piora do problema. Todos os domínios avaliados pioraram, exceto função sexual, que não foi alterada. Com base nos resultados desse estudo, a massagem Thiele não parece ser boa opção terapêutica para a síndrome da bexiga dolorosa não-ulcerativa. Referência: El-Hefnawy AS, Soliman HMM, Abd-Elbary SOM, Shereif WI. Long- standing nonulcerative bladder pain syndrome: Impact of Thiele massage on bladder and sexual domains. Low Urin Tract Symptoms. 2020;12(2):123-127. doi:10.1111/luts.12291
Alerta submetido em 29/05/2020 e aceito em 01/06/2020.
Escrito por Gessica Sabrina Assis Silva.

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