
A neurodegeneração do Alzheimer e a dor crônica - opções do
tratamento As opções de tratamento para dor crônica são limitadas, principalmente em pacientes com Alzheimer. O estudo trata de uma revisão, uma pesquisa na área fisiológica, que analisou a relação de medicamentos canabinoides e do siste
tratamento As opções de tratamento para dor crônica são limitadas, principalmente em
pacientes com Alzheimer. O estudo trata de uma revisão, uma pesquisa na área fisiológica, que analisou a relação de medicamentos canabinoides e do sistema endocanabinoide. O sistema endocanabinoide é alvo potencial para a estratégia terapêutica medicamentosa, em locais com autorização para uso desses medicamentos. Estudos relatam efeitos benéficos da cannabis/canabioides na fisiologia, comportamento e neuropsiquiatria associados ao Alzheimer. A doença de Alzheimer (DA) é neurodegenerativa e a forma mais comum de demência, representando até 80% dos casos. Estima-se que até 2050, a população de idosos atingirá 2,1 bilhões, assim, o número de idosos que sofrem de DA e dor crônica também aumentará. A dor crônica, uma das razões mais comuns pelas quais os adultos procuram atendimento médico, tem sido associada a restrições de atividades de vida diária, dependência de medicamentos, ansiedade, depressão e redução da qualidade de vida. As opções atuais de tratamento para dor crônica são limitadas, muitas vezes ineficazes e com efeitos colaterais. Até o momento não há dados sobre a regulação do sistema endocanabinoide, mas a ação em sintomas primários do Alzheimer apresenta reflexos na dor crônica. No trabalho foi identificada redução da agitação em indivíduos com dor crônica em uso de canabinoides. Estudos adicionais são importantes para enfrentamento desses desafios. Referência: Blanton H, Reddy PH, Benamar K. Chronic pain in Alzheimer's disease: Endocannabinoid system. Exp Neurol. 2023 Feb;360:114287. doi: 10.1016/j.expneurol.2022.114287. Epub 2022 Nov 29. PMID: 36455638; PMCID: PMC9789196. Alerta submetido em 03/01/2023 e aceito em 03/02/2023. Escrito por Ana Carolina Silva Martins.