
A ondasetrona diminui a dor cirúrgica pós-colecistectomia
Um estudo realizado recentemente em um hospital no Egito demonstrou que a ondasetrona, um medicamento comumente utilizado para tratar náuseas, reduziu a dor de pacientes submetidos a colecistectomia laparoscópica. A ondasetrona é um antagon
Um estudo realizado recentemente em um hospital no Egito demonstrou que a ondasetrona, um medicamento comumente utilizado para tratar náuseas, reduziu a dor de pacientes submetidos a colecistectomia laparoscópica. A ondasetrona é um antagonista de receptores 5-HT3, que estão envolvidos no processamento nociceptivo na periferia. Pesquisas anteriores demonstraram que antagonistas destes receptores têm propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. Neste estudo foram comparados dois grupos de pacientes que se submeteram a colecistectomia; um que não recebeu ondasetrona e um que recebeu a administração de ondasetrona no leito da vesícula biliar. Os parâmetros avaliados foram: escala VAS de intensidade da dor; necessidade de analgesia de resgate, avaliada pelo consumo de diclofenaco; e o tempo até a mobilização desassistida. Como resultados, foi constatado que o grupo que recebeu ondasetrona apresentou menores escores de dor, menor necessidade de analgesia de resgate, e teve redução do tempo para conseguir se movimentar sem auxílio. Além disso, a frequência de náuseas no grupo tratado com ondasetrona também foi menor. Já é conhecido que o padrão de dor após a colecistectomia não se assemelha a dor pós-operatória após outros procedimentos laparoscópicos, e os resultados deste estudo reforçam que os planos ideais de manejo analgésico nessas condições devem ser multimodais. Nesse sentido, a ondasetrona pode ser opção para protocolos específicos para o manejo da dor pós-colecistectomia. Referências: Abdelaziz DH, Boraii S, Cheema E, et al. The intraperitoneal ondansetron for postoperative pain management following laparoscopic
cholecystectomy: A proof-of-concept, double-blind, placebo-controlled trial. Biomed Pharmacother. 2021;140:111725. doi:10.1016/j.biopha.2021.111725 Alerta submetido em 08/09/2021 e aceito em 08/09/2021. Escrito por Luiza Carolina Franca Opretzka e Cristiane Flora Villarreal.