Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Ciência e Tecnologia

A progressão clínica da colite pode ser mais rápida em homens

O National Center for Complementary and Integrative Health, localizado nos Estados Unidos, obteve resultados significativos em um experimento clínico realizado com camundongos para avaliar a dor e a progressão clínica da colite, em 2022. Fo

DOL · Dor On Line Edição 275 · Junho 2023 ⭳ Baixar em PDF

O National Center for Complementary and Integrative Health, localizado nos Estados Unidos, obteve resultados significativos em um experimento clínico realizado com camundongos para avaliar a dor e a progressão clínica da colite, em 2022. Foi percebida uma progressão significativamente mais rápida em camundongos machos do que nas fêmeas. A principal observação feita após o início dos experimentos foi que os machos apresentaram perda de peso significativa desde o dia 1 de tratamento, enquanto nas fêmeas, a perda de peso importante iniciou apenas a partir do dia 7. Além disso, as fêmeas apresentaram um maior comportamento espontâneo relacionado à dor comparado aos machos. Portanto, pode-se entender que há uma diferença entre os sexos tanto no aparecimento dos sintomas quanto na experiência da dor no cólon. A pesquisa foi motivada pela percepção da escassez de estudos envolvendo ambos os sexos, para buscar entender as diferenças das manifestações clínicas entre eles, pois a maioria dos estudos se concentravam apenas em homens. Um ponto importante a ser considerado no experimento é a dose de sulfato de dextrana

sódica ingerida pelos camundongos. Apesar de ter sido oferecida a mesma porcentagem para ambos os sexos, a substância foi diluída na água oferecida, e houve uma pequena diferença na ingestão do líquido, sendo um pouco maior nos machos do que nas fêmeas. No contexto clínico, as descobertas desse estudo são de relevância para as próximas pesquisas e possíveis tratamentos, pois a diferença entre os sexos deve ser considerada como variável biológica nos estudos pré-clínicos sobre dor visceral. Referência: Francis-Malavé AM, Martínez González S, Pichardo C, et al. Sex differences in pain-related behaviors and clinical progression of disease in mouse models of colonic pain. Pain. 2023;164(1):197-215. doi:10.1097/j.pain.0000000000002683. Alerta submetido em 10/01/2023 e aceito em 10/02/2023. Escrito por Maria Clara Alexandroni Cordova de Sousa.

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