
A relação entre o uso da aspirina e a mortalidade após a cirurgia coronariana
Pesquisadores da Fundação Educacional e de Pesquisa de Isquemia de São Francisco, EUA, fizeram um estudo sobre a redução do risco de complicações ou morte após a cirurgia de desvio coronariano. Por causa da ativação plaquetária, que constitui um mecanismo pivô para injúria em pacientes com aterosclerose, estes pesquisadores mostraram que o tratamento com aspirina promove uma sobrevida maior após a cirurgia coronariana. A terapia com aspirina foi associada à redução de 48% na incidência de infartos do miocárdio, 50% de redução de incidência de acidente vascular encefálico, 74% de redução da incidência de falência renal e 60% de redução de infarto intestinal, levando os autores à conclusão de que o uso da aspirina após a cirurgia de desvio coronariano reduz o risco de morte e complicações isquêmicas envolvendo coração, cérebro, rins e trato gastrointenstinal. Nota da redação: Os medicamentos inibidores da COX-2 não devem ser usados como analgésicos paralelamente ao uso de aspirina (veja Baú do DOL, boletim 26, ano 3)