Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Divulgação Científica

A toxina botulínica tipo A reduz a dor neuropática proporcionalmente ao

número de aplicações Em 2025, pesquisadores franceses do hospital universitário La Timone demonstraram que a aplicação de toxina botulínica tipo A, Botox, reduz a dor neuropática em pacientes, com efeito cumulativo durante até 1 ano de trat

DOL · Dor On Line Edição 306 · Janeiro 2026 ⭳ Baixar em PDF

número de aplicações Em 2025, pesquisadores franceses do hospital universitário La Timone demonstraram que a aplicação de toxina botulínica tipo A, Botox, reduz a dor neuropática em pacientes, com efeito cumulativo durante até 1 ano de tratamento. Os tratamentos convencionais para dor neuropática, geralmente geram efeito analgésico insatisfatório. Esse estudo mostrou que o tratamento individualizado com toxina botulínica, de acordo com a intensidade e local da dor no paciente, pode induzir analgesia prolongada em pacientes com dor neuropática.

O estudo foi conduzido com 82 participantes adultos, que receberam uma aplicação da toxina a cada três meses, com um máximo de cinco aplicações por paciente em até um ano. Os efeitos analgésicos da toxina botulínica foram avaliados por questionários validados, que foram aplicados antes do tratamento e após a realização de cada ciclo. Os resultados demonstraram que a redução da dor neuropática foi proporcional ao número de aplicações da toxina. Dessa forma, a pesquisa comprovou que o tratamento com a toxina botulínica do tipo A reduz os níveis da dor neuropática e aumenta a resistência à dor persistente em longo prazo. O trabalho fortalece as evidências do efeito benéfico e progressivo do uso de toxina botulínica para o tratamento da dor neuropática, embora mais estudos sejam necessários para estabelecer o melhor protocolo de tratamento. Referência; Sole-Cruz E, Van Obberghen-Blanc E, Hirtz C, Bennour I, Lanteri-Minet M, Donnet A. Real-World Evaluation of Botulinum Toxin A in Focal Peripheral Neuropathic Pain: Longitudinal Outcomes. Eur J Neurol. 2025;32(9):e70362. doi:10.1111/ene.70362 Escrito por Diego Domingues Pereira.

← Voltar à edição 306