Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Ciência e Tecnologia

Aceitação da dor crônica como preditor para a progressão do

tratamento em pacientes com espondilite anquilosante A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que afeta frequentemente a articulação do quadril e da coluna vertebral. Apresenta como principais manifestações clínicas

DOL · Dor On Line Edição 250 · Maio 2021 ⭳ Baixar em PDF

tratamento em pacientes com espondilite anquilosante A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que afeta frequentemente a articulação do quadril e da coluna vertebral. Apresenta como principais manifestações clínicas como rigidez matinal, limitação de mobilidade, inflamação dos tendões e da íris. A dor é caracterizada como mista, pois envolve componentes nociceptivos e neuropáticos. Por este motivo, os pacientes podem ter ansiedade, depressão, medo do movimento e limitação da função. Assim, desenvolver estratégias de aceitação da dor crônica se faz importante para a progressão do tratamento. Para o indivíduo, aceitar a dor ajuda na redução de problemas psicológicos e físicos. Para a equipe de saúde, esta estratégia é útil para estratificar pacientes e tomar decisões personalizadas. Neste sentido, pesquisadores chineses realizaram um estudo com a finalidade de investigar a correlação entre aceitação da dor crônica, bem como explorar seu papel para tratamento biológico. Primeiramente, uma população de 167 pessoas com EA responderam os questionários BASDAI (Índice de Atividade de Doença da EA de

Bath); BASFI (Índice Funcional de EA de Bath); CPAQ (Questionário de Aceitação da Dor Crônica); HADS (Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão) e JSK (Escala de Tampa para cinesiofobia). CPAQ se correlacionou com ansiedade, depressão, TSK, BASFI e intensidade da dor. Em seguida, outros 68 indivíduos iniciaram o tratamento com um anticorpo contra o fator de necrose tumoral (anti-TNF) para explorar a aceitação da dor crônica para tratamento biológico. Foram divididos em 4 subgrupos, de acordo com o CPAQ e PCR (proteína C-reativa). Três meses após iniciar o anti-TNF, foi constatado que os pacientes com alto CPAQ e PCR tiveram a variação do BASDAI mais alta, enquanto aqueles com baixo CPAQ e PCR tiveram a variação mais baixa. Esta pesquisa é a primeira que aborda a importância da aceitação da dor crônica em pacientes com EA. Saber o nível de aceitação da dor permite que a equipe de saúde forneça serviços psicológicos e tratamentos prontamente, tanto farmacológicos como terapias alternativas. Referência: Li T, Liu Y, Sheng R, Yin J, Wu X, Xu H. Correlation Between Chronic Pain Acceptance and Clinical Variables in Ankylosing Spondylitis and Its Prediction Role for Biologics Treatment. Front Med (Lausanne). 2020;7:17. Published 2020 Jan 31. doi:10.3389/fmed.2020.00017 Alerta produzido no âmbito da disciplina "Ação Multi-institucional de Divulgação Científica DOL - Dor On Line", do Programa de Pós-graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde da Faculdade de Ceilândia, UnB e Programa de Pós- Graduação em Farmácia da UFBA. Alerta submetido em 10/05/2021 e aceito em 13/05/2021. Escrito por Vanessa de Souza Panarari Bolonheis.

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