
Analgesia dependente da raça do paciente
Pacientes negros e hispânicos atendidos em unidades de pronto-socorro nos Estados Unidos recebem menos medicamentos para dor que pacientes brancos. De acordo com um estudo publicado na revista Annals of Emergency Medicine, 43% dos pacientes negros portadores de fraturas de ossos longos não receberam analgésicos, enquanto que somente 26% dos pacientes brancos com lesões similares não receberam. O líder da pesquisa, Dr. Knox Todd, acredita que a diferenciação racial na prescrição de analgésicos pode ser devido a estereótipos raciais e não às diferenças de sensibilidade ou tolerância a dor entre as raças. Desta forma, os pesquisadores sugerem a criação de critérios padronizados para a avaliação da dor. Além disso outro estudo publicado no The New England Journal of Medicine, em abril desse ano, mostrou que farmácias de bairros predominantemente não brancos da cidade de Nova York, não possuem estoques de opioides suficientes para o tratamento de pacientes com dor severa.