
Anestésico lidocaína apresenta bons resultados no tratamento da asma
A lidocaína é um fármaco do grupo dos anestésicos locais também incluído no grupo dos antiarrítmicos de classe I – drogas usadas para aliviar problemas cardíacos -, sendo usado para tratar, além da dor local (como em operações cirúrgicas, por exemplo), a arritmia cardíaca. Contudo, seu potencial anti-asmático vêm sendo estudado há cerca de dez anos. Pesquisas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) inovaram ao investigar o uso dos derivados da lidocaína no combate à asma. A atividade da molécula JMF2-1, derivada do anestésico, foi investigada pelos pesquisadores do Laboratório de Inflamação do IOC, em cooperação com o Instituto FarManguinhos/Fiocruz, na busca por novas possibilidades de tratamento da doença. Em ensaios experimentais realizados com roedores e em pesquisas moleculares, além de atuar como broncodilatadora (aumentando a capacidade de funcionamento dos pulmões), a substância se mostrou ativa contra os eosinófilos, células que desempenham relevante papel no processo inflamatório envolvido na doença. Em adição aos dados importantes sobre o mecanismo pelo qual a lidocaína funciona, esse fato é um interessante indicador do potencial da pesquisa brasileira, que tem que “driblar” a falta de investimentos e dificuldades burocráticas para poder se desenvolver e mostrar frutos.