
Anticorpos anti-interleucina-1a na artrite reumatóide: associação com destruição erosiva articular
Para investigar uma possível associação dos níveis plasmáticos de anticorpos anti interleucina-1a (IL-1a) com a destruição erosiva articular a longo prazo em pacientes com artrite reumatoide, foram examinadas amostras do soro de 176 pacientes que foram acompanhados ao longo de 30 anos, além de radiografias das articulações. Os pacientes positivos para anticorpo anti IL-1a nos 2 primeiros anos de instalação da doença tiveram menor probabilidade de desenvolver pelo menos 30% do nível máximo de destruição de articulações. Já os pacientes que apresentaram anticorpos circulantes somente após 2 anos tiveram os piores diagnósticos. O risco de haver pelo menos 40% do nível máximo de destruição de articulações foi muito grande. À luz destes fatos, os autores concluíram que a progressão da destruição articular em pacientes com artrite reumatoide pode estar associada com, e talvez modificada por, anticorpos anti IL-1a circulantes, sugerindo que a IL-1a ou seus anticorpos, ou ambos, participam nos processos erosivos. Os anticorpos anti IL-1a parecem ser significantes no prognóstico da artrite reumatoide.