Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Divulgação Científica

Artrite Idiopática Juvenil (AIJ)

A CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) disponibilizou em fevereiro de 2020 o protocolo clínico e diretrizes terapêuticas (PCDT) da artrite idiopática juvenil (AIJ), que visa garantir os cuidados mais eficient

DOL · Dor On Line Edição 241 · Agosto 2020 ⭳ Baixar em PDF

A CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) disponibilizou em fevereiro de 2020 o protocolo clínico e diretrizes terapêuticas (PCDT) da artrite idiopática juvenil (AIJ), que visa garantir os cuidados mais

eficientes dentre os recursos disponíveis. São documentos oficiais do SUS que trazem recomendações sobre intervenções em saúde que são propostas por representantes de Secretarias do Ministério da Saúde. A AIJ abrange, por esta denominação, pessoas com menos de 16 anos de idade acometidas por artrite crônica (duração maior do que seis semanas). É a doença reumática crônica mais comum em crianças e, provavelmente, sua etiologia é multifatorial. A dor é um sinal e sintoma presente nessa patologia que pode ser incapacitante e causa prejuízos no desempenho de atividades de vida diária e qualidade de vida. Existem vários subtipos de AIJ, que incluem fatores de inclusão e exclusão: quantidade de articulações inflamadas, psoríase e outras manifestações extra-articulares, como febre, erupção cutânea, serosite, esplenomegalia ou linfadenopatia. O diagnóstico é feito ao se perceber aumento do volume articular, sinais inflamatórios e hemogramas que avaliam presença de inflamação; por outro lado, exames de imagem geralmente não são necessários. Com o diagnóstico de AIJ, o paciente é referenciado a um especialista que fará o diagnóstico diferencial e começará o tratamento com as finalidades de remissão, prevenção de sequelas e melhora da qualidade de vida. O tratamento farmacológico pode incluir anti-inflamatórios não esteroidais, glicocorticoides e Medicamentos Modificadores do Curso de Doença sintéticos ou biológicos e também tratamentos não farmacológicos como: fisioterapia, terapia ocupacional, atendimento psicológico e dieta saudável. Referência: Ministério da Saúde. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas da Artrite Idiopática Juvenil (AIJ). Nº. 513. Brasília, DF: Ministério da Saúde; Fevereiro/2020. Alerta submetido em 12/06/2020 e aceito em 28/07/2020. Escrito por Daniel Souza Lemos.

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