
Artigo
Associação entre enxaqueca e alodinia cutânea
Pesquisadores da Universidade de Harvard demonstraram recentemente, em estudos sobre o mecanismo da enxaqueca, que a dor intracraniana é acompanhada de aumento da sensibilidade da pele periorbitária. Experimentos realizados em animais de laboratório sugerem que a fisiopatologia da enxaqueca envolva não somente irritação das fibras nociceptivas meníngeas perivasculares, mas também uma sensibilização dos neurônios centrais dolorosos que processam informações provenientes de estruturas centrais e da pele. Testes em humanos demonstraram que 79% dos pacientes com enxaqueca apresentaram alodinia cutânea mecânica e térmica, mensurada em áreas do antebraço e na região periorbitária.