Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Atividade antinociceptiva e anti-hiperalgésica da adenosina

DOL · Dor On Line Edição 14 · 2001 ⭳ Baixar em PDF

Estudos recentes indicam que as purinas (adenosina e ATP) têm importante participação na transmissão dolorosa. Contudo, existem poucos dados na literatura sobre o envolvimento da adenosina (AD) nesse processo. Machado, C. e cols., da UFSC e da UNIVALI avaliaram o efeito da AD na dor induzida pela formalina e capsaicina (CAP) em camundongos, e na hiperalgesia mecânica (Randall-Selitto) causada pela injeção intraplantar de carragenina (Cg), bradicinina (BK), CAP e substância P (SP) em ratos. A AD administrada via i.p. foi capaz de reduzir o tempo de lambida e/ou mordida (TLM) observado tanto na primeira quanto na segunda fase da dor induzida pela formalina. A AD também foi capaz de inibir o TLM da dor neurogênica causada pela CAP e reduzir a hiperalgesia mecânica causada pela injeção intraplantar de Cg, BK, SP ou CAP. Esses resultados mostram que a AD promove significante efeito antinociceptivo e anti-hiperalgésico, sendo efetiva tanto na dor de origem neurogênica quanto inflamatória. O mecanismo de ação da AD parece estar, em parte, relacionado com a inibição direta ou indireta de mediadores pró-inflamatórios envolvidos na gênese da hiperalgesia e da dor. Entretanto, os protocolos experimentais não permitem aos autores concluir se o mecanismo de ação da AD é por inibição direta ou indireta dos mediadores pró-inflamatórios, pois a AD foi apenas administrada sistemicamente (i.p.).

← Voltar à edição 14