Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Aumento de proteínas no líquido cefalorraquidiano após estimulação da medula espinal humana tenta elucidar mecanismos de alívio da dor neuropática

DOL · Dor On Line Edição 162 · Janeiro 2013 ⭳ Baixar em PDF

O objetivo deste trabalho foi elucidar o mecanismo analgésico da estimulação da medula espinal (SCS) em pacientes com dor neuropática. Sendo a SCS é uma opção de tratamento disponível para alguns pacientes com outra forma de tratamento dor neuropática resistente. Mais de 50 % de alívio da dor é obtido durante o ensaio de estimulação da SCS para 60-70 % dos pacientes. Embora usado com sucesso desde os anos 1960, o mecanismo analgésico da SCS na dor neuropática ainda é desconhecida. Para algumas pessoas a SCS é em muitos aspectos um tratamento ideal. No entanto, não se sabe por que 30-40 % dos doentes não respondem, além disso, a SCS inicialmente tem um custo elevado e também um trabalho intensivo, uma vez que inclui a estimulação, cirurgia, alterações da bateria e, em alguns casos, leva a cirurgia de correção de migração. A compreensão do mecanismo de SCS analgesia em dor neuropática pode levar a melhorias dos tratamentos atuais de dor neuropática e revelar alvos terapêuticos anteriormente desconhecidos diretamente em pacientes com tratamento bem sucedido. o líquido cefalorraquidiano (LCR) pode espelhar as partes do mecanismo de alterações moleculares relevantes que ocorrem na CSN durante a estimulação. Os métodos utilizados neste trabalho foram amostras de LCR coletadas de pacientes com dor neuropática SCS -responsivos (n = 12 ) em duas ocasiões distintas, a primeira depois da SCS ter sido desligada por 48 horas, e, após a SCS ter sido usado normalmente por três semanas. Os proteomas com e sem a estimulação de cada paciente foram quantificados relativamente utilizando uma abordagem proteômica com espectrometria de massas. Como resultado deste trabalho foi montado um painel composto por sete proteínas, 5 reguladas (angiotensinogênio, calicreína -6,proteína beta-amiloide A4 A4, gangliosídeo GM2 SAP3 ativador e proteína Ly-6/neurotoxin-like1) e duas sub-reguladas (complementar C2, proteína 6 de ligação ao fator de crescimento semelhante à insulina) que estariam relacionadas significativamente (P ≤ 0,01) no alivi0 da dor por SCS em humanos. Este trabalho não apresentou uma conclusão apenas abriu o leque de mais questionamentos sobre o mecanismo terapêutico de estimulação da medula espinal. Referência: Lind, M. Sjödin, L. Katila, M. Wetterhall, T. Gord. Dept. of Analytical Chem., Uppsala, Sweden; Dept. of Surgical Sciences, Uppsala Univ., Uppsala, Sweden. Congresso Neuroscience 2013.

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