
Avaliação in vivo e in vitro dos efeitos da Urtica dioica e natação em fatores do diabetes
A Urtica dioica (Urtiga) tem sido utilizada como uma erva medicinal tradicional para o tratamento de diversas patologias como alergias, anemia, hemorragia interna, cálculos renais, queimaduras e diabetes. Além das propriedades -anti-hipergl
A Urtica dioica (Urtiga) tem sido utilizada como uma erva medicinal tradicional para o tratamento de diversas patologias como alergias, anemia, hemorragia interna, cálculos renais, queimaduras e diabetes. Além das propriedades -anti-hiperglicêmicas, antiproliferativas, antioxidantes e anticaspa, a urtiga tem demonstrado atividade anti- inflamatória e antimicrobiana, assim como também estimula a translocação do transportador de glicose GLUT4 das células musculares para a membrana plasmática, aumentando a recaptação de glicose no músculo esquelético. Outro efeito positivo da urtiga é a redução da dor articular, inflamação óssea, infecção do trato urinário, câncer, transtornos psicóticos, além de influenciar a função fisiológica cerebral com exercícios. A atividade física previne o diabetes, melhora o perfil lipídico e glicêmico, bem como fatores metabólicos de risco para doenças cardiovasculares, como a resistência à insulina, anormalidades aterogênicas lipídicas, hipertensão arterial, e melhora o metabolismo. A associação da atividade física com o consumo do extrato de urtiga melhora os resultados na hipoglicemia e na hipolipidemia. Neste trabalho foram utilizadas células beta-pancreáticas (RIN-5F) e mioblastos (L6) de ratos para os estudos in vitro, sendo determinada a 1) Influência do extrato de urtiga nas células RIN-SF e L6 mediante a utilização de diferentes concentrações do extrato (0; 0,375; 0,75; 1,5, 3 e 5 mg/mL) como meio de cultura no ensaio de viabilidade celular, 2) Secreção de insulina por cultura de células RIN-5F mediante avaliação por ELISA e 3) Recaptação de glicose por células L6. Para os estudos in vivo, foram utilizados ratos com diabetes induzido por estreptozotocina (STZ) separados em 9 grupos seguido de 4 semanas de tratamento com concentrações diferentes do extrato de urtiga, atividade aeróbica (15-40 min de natação, 5 vezes por semana, aumentando gradualmente o tempo de nado) e metformina. Ao final do experimento foi coletado o sangue dos animais e o pâncreas para determinação analítica.
Os resultados demonstram que a hiperglicemia diminui nos animais tratados com extrato aquoso de urtiga em comparação ao controle diabético, produzindo aumento da sensibilidade à insulina, além de melhorar os outros parâmetros avaliados in vitro. Os dados in vivo sugerem que a administração de urtiga juntamente com o exercício aeróbico poderia melhorar o diabetes em ratos, embora muitos estudos ainda sejam necessários para extrapolar tal sugestão para humanos
Referência Ranjbari, Abbas, et al. "In vivo and in vitro evaluation of the effects of Urtica dioica and swimming activity on diabetic factors and pancreatic beta cells.” BMC Complementary and Alternative Medicine 16.1 (2016): 1
Alerta submetido em 22/03/2016 e aceito em 22/03/2016.