
Ciclo-Oxigenase (COX) espinal e hiperalgesia
Xiaoying Zhu e James Eisenach, da Wake Forest University (NC, EUA), realizaram incisão plantar em ratos e observaram aumento da imunoreatividade para COX-1 no corno dorsal da medula espinal e núcleo grácil, ipsilaterais à pata incisionada. O efeito teve início no 1º dia e atingiu o pico no 2º dia pós-operatório, declinando progressivamente nos dias subsequentes, porém ainda presente 7 dias após a cirurgia. A alodinia incisional que acompanhou o quadro atingiu o pico no 1º dia pós-operatório. A injeção intratecal de ketorolac (inibidor preferencial da COX-1), antes ou após a cirurgia, promoveu efeito anti-alodínico neste modelo. Os resultados são favoráveis ao envolvimento da COX-1 no processamento da dor e sensibilização pós-cirúrgica e apontam para a utilidade da administração espinal de inibidores específicos da COX-1 no manejo da dor pós-operatória. Por outro lado, Camilla Svensson e cols., da Universidade da Califórnia (EUA) produziram hiperalgesia térmica em ratos pela administração intraespinal de NMDA, e avaliaram os níveis espinais de COX-1 e COX-2. Além de confirmar o efeito hiperalgésico, a autora evidenciou aumento da produção espinal de COX-2, sem alteração da produção de COX-1. Neste caso, a COX-2 parece ter participação na fase aguda de facilitação do processamento nociceptivo espinal. Referência: Abstracts - 10th World Congress of Pain® - Painéis:51-P47 e 78-P74