
Com dor crônica, como os idosos avaliam a sua saúde?
Com o objetivo de avaliar as relações entre a dor crônica com algumas variáveis sociodemográficas e ainda, com condições de saúde em idosos, um estudo publicado na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, mostrou que a dor crônica es
Com o objetivo de avaliar as relações entre a dor crônica com algumas variáveis sociodemográficas e ainda, com condições de saúde em idosos, um estudo publicado na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, mostrou que a dor crônica está associada diretamente ou indiretamente com as variáveis sexo, IMC, morbidade e depressão. Todas essas variáveis também estão relacionadas com a autoavaliação de saúde em idosos. Quando um indivíduo sofre de dor crônica, acaba se isolando socialmente e têm dificuldade de mobilidade, havendo assim uma piora da qualidade de vida dessa pessoa. Implicando então em uma forte relação entre esses fatores e a autoavaliação de saúde. Esse estudo transversal se baseou nos dados obtidos entre 2016 e 2017 pelo Estudo Fragilidade em Idosos Brasileiros (FIBRA) que envolveu 419 participantes idosos, com idade ≥ 72 anos, das cidades de Campinas (SP) e Ermelino Matarazzo (SP). Como resultado, 57,0% dos idosos relataram dor crônica, sendo que as mulheres apresentaram maior prevalência de dor crônica que os homens, mostrando que elas possuem maior probabilidade de desenvolvê-la ao longo do tempo. A dor crônica tem um importante papel como variável na relação entre autoavaliação em saúde e condições de saúde do indivíduo. O IMC, a morbidade, a insônia e os sintomas de depressão mostraram relação direta com a dor crônica. É importante ressaltar que o entendimento das complexas interações entre dor crônica e as condições de saúde do indivíduo constitui-se ferramenta para o melhor manejo e cuidado com a pessoa idosa acometida por dor crônica. Referência: Ciola, G et al. Dor crônica em idosos e associações diretas e indiretas com variáveis sociodemográficas e de condições de saúde: uma análise de caminhos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia [online]. 2020, v. 23, n. 3 [Acessado 26 Novembro 2021], e200065. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1981-22562020023.200065> Alerta submetido em 05/11/2021 e aceito em 05/11/2021. Escrito por Rebeca Dias dos Santos.