Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Ciência e Tecnologia

Como o trauma psicológico altera a percepção da dor em pacientes com

dor crônica O estudo revela que indivíduos com dor crônica e que possuem exposição a trauma são mais suscetíveis a sentir dores em diversos locais, mesmo em áreas que não podem ser consideradas como áreas dolorosas. Um exemplo utilizado no

DOL · Dor On Line Edição 297 · Abril 2025 ⭳ Baixar em PDF

dor crônica O estudo revela que indivíduos com dor crônica e que possuem exposição a trauma são mais suscetíveis a sentir dores em diversos locais, mesmo em áreas que não podem ser consideradas como áreas dolorosas. Um exemplo utilizado no estudo são as mãos. Estudo realizado por pesquisadores do departamento de medicina da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, por volta de 2015 com o objetivo de examinar descritivamente se a exposição a traumas pode levar a diferenças na percepção da dor em indivíduos com dor lombar crônica não específica. Foram incluídos 56 participantes com dor lombar e exposição a trauma, 93 participantes com dor lombar sem exposição a trauma e 31 controles sem dor. Todos os participantes foram submetidos a uma avaliação clínica completa. O protocolo padronizado de testes sensoriais quantitativos da “Rede Alemã de Pesquisa em Dor Neuropática” foi utilizado para obter perfis abrangentes sobre

funções somatossensoriais em áreas dolorosas (costas) e não dolorosas (mãos). O protocolo consistiu em detecção térmica e mecânica, bem como limiares de dor, limiares de vibração e sensibilidade à dor a estímulos mecânicos cortantes e contundentes. Os achados do estudo indicam que o trauma psicológico pode exercer influência de forma significativa sobre o perfil sensorial de pacientes que possuem dor lombar crônica, com uma ampliação da dor que não é restrita às áreas dolorosas. Portanto, a presença de trauma psicológico, mesmo na ausência de transtorno de estresse pós-traumático, pode acabar contribuindo para uma maior prevalência e intensidade da dor crônica. Esse conhecimento sugere a necessidade de abordagens terapêuticas que considerem tanto os aspectos físicos quanto os psicológicos na gestão da dor crônica. Referências: Tesarz J, Gerhardt A, Leisner S, Janke S, Treede RD, Eich W. Distinct quantitative sensory testing profiles in nonspecific chronic back pain subjects with and without psychological trauma. Pain. 2015;156(4):577-586. doi:10.1097/01.j.pain.0000460350.30707.8d Escrito por Clara Leite Trigueiro.

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