Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Composto organoselênico pode ser um importante agente farmacológico para o tratamento da dor neuropática e depressão

DOL · Dor On Line Edição 166 · Junho 2013 ⭳ Baixar em PDF

Clinicamente é sugerido que a dor crônica pode ser capaz de induzir desordens psiquiátricas como a ansiedade e a depressão, havendo assim, comorbidade entre essas patologias. Considerando essas evidencias, drogas antidepressivas passaram a serem importantes agentes farmacológicos para o tratamento da dor. Os organocalcogênicos, em especial os compostos organoselênicos, são caracterizados como potentes agentes farmacológicos, pela ampla atividade biológica que lhes é atribuída, e recentemente ha evidencias apontando para um possível efeito antidepressivo via ação nos receptores serotoninérgicos. Fora realizado um estudo avaliando o efeito agudo e crônico do F-DPS, um composto organoselênico, sobre as mudanças comportamentais apos a ligadura parcial do nervo isquiático de camundongos. Apos quatro semanas da cirurgia, a ligadura causou aumento do comportamento relacionado a depressão nos testes de nado forcado e suspensão pela cauda, que fora também acompanhado pelo aumento da alodinia mecânica. Contudo, a ligadura parcial do nervo isquiático não alterou as respostas comportamentais relacionados à ansiedade realizadas no teste de campo claro-escuro. O tratamento agudo com F-DPS causou efeito antidepressivo no teste de nado forcado, porem, este composto não foi eficaz em atenuar a alodinia mecânica. O tratamento crônico com F-DPS reverteu a depressão em ambos os testes de nado forcado e suspensão pela cauda, além disso, foi capaz de atenuar a alodinia dos camundongos. Estes achados sugerem que o composto organoselênico, F-DPS, possa ser eficaz no alivio tanto da dor neuropática quanto das suas comorbidades psiquiátricas, como a depressão. Referência: Depression-related behavior and mechanical allodynia are blocked by F-DPS in a mouse model of NP. Gai BM, Bortolatto CF, Bruning CA, Zborowski VA, Stein AL, Zeni G, Nogueira CW. Neuropharmacology. 2014 79:580-9.

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