Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Crianças caucasianas recebem mais analgésicos em hospitais

DOL · Dor On Line Edição 161 · 2013 ⭳ Baixar em PDF

Em pesquisa realizada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, com uma população amostral de 2.298 de registros de casos de atendimentos realizados em sujeitos com menos de 21 anos de idade em urgências de hospitais norte-americanos. Cerca de 53% das crianças avaliadas eram caucasianas, 24% eram negras sem ascendência latina, 21% eram latinas e as restantes de outros grupos étnicos ou raciais. Os resultados mostraram que 27,1% das crianças brancas que relataram ter dores fortes receberam analgésicos, fármacos que foram administrados apenas a 15,8% das crianças negras, 18,9% das latinas e 7,1% das crianças de outras etnias nas mesmas condições. As conclusões mostraram ainda que as crianças negras tinham uma probabilidade 68 % superior de permanecer mais de seis horas para receber atendimento nas urgências do que as caucasianas, embora não existissem diferenças significativas em termos estatísticos entre as etnias nos resultados de testes de diagnósticos. Os pacientes dos grupos de minorias talvez estejam mais propensos a buscar atendimento em prontos-socorros, nos quais o tempo de espera é maior, mas também pode ser preconceito racial. Referência e fonte: Johnson TJ, Weaver MD, Borrero S, Davis EM, Myaskovsky L, Zuckerbraun NS, Kraemer KL. Association of race and ethnicity with management of abdominal pain in the emergency department. Pediatrics. 2013 132(4):e851-8. http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/10/12/criancas-negras-e-latinas-tendem-a-receber-menos-analgesicos-nos-eua.htm

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