
Cuidados paliativos em um hospital para tratamento do câncer
Carla Ripamonti liderou extenso e interessante estudo para comparar cuidados paliativos realizados no Instituto Nacional do Câncer de Milão (Milão, Itália) nos anos de 1987, 1993 e 2000. O estudo mostra que dor não controlada permaneceu como sendo o motivo mais frequente de admissão de pacientes. Observou-se aumento significativo do tempo de internação, do número de pacientes internados para terapêutica de suporte (nutrição parenteral, hidratação, transfusão ou infusão de hemoderivados) e das internações para investigação do estágio da doença. Diminuíram as admissões para procedimentos analgésicos invasivos e para diagnóstico da dor. Aumentou o uso de anti-inflamatórios não esteroidais prescritos na forma “se necessário” e caiu significativamente o uso regular desses compostos. Aumentou o uso de anticonvulsivantes, laxantes, pamidronato, codeína, tramadol e metadona, enquanto diminuiu o uso oral de antidepressivos, morfina, buprenorfina e oxicodona. Finalmente observou-se aumento significativo da interação colaborativa de especialistas na busca de solução para casos individuais. Referência: Journal of Pain and Symptom Management 25: 499-511, 2003.