
Diferenças sexuais podem interferir na resposta neuronal à dor
Pesquisadores de universidades do Canadá e Estados Unidos, buscando entender melhor as diferenças na percepção da dor entre os sexos, demonstraram com um estudo experimental com ratos e humanos, que existem diferenças na resposta neuronal à
Pesquisadores de universidades do Canadá e Estados Unidos, buscando entender melhor as diferenças na percepção da dor entre os sexos, demonstraram com um estudo experimental com ratos e humanos, que existem diferenças na resposta neuronal à dor entre os sexos. O estudo, publicado em 2022, sugeriu ainda uma possível ação hormonal como um dos fatores que podem justificar essas diferenças. O estudo demonstrou que o sexo feminino apresentou uma maior sensibilidade a dor que o masculino em ambas as espécies. Utilizando modelo animal de dor inflamatória e amostras de medula espinhal humana, os cientistas observaram que mecanismos neuronais relacionados à dor foram acionados de maneira diferente para machos e fêmeas, assim explicando a diferença de sensibilidade entre os sexos. Foi ainda investigado se os mecanismos de hiperexcitabilidade espinhal, relacionados à dor, são influenciados por hormônios. Os pesquisadores constataram que ratas fêmeas sem ovários, apresentam uma resposta a dor menos intensa, semelhante a resposta do tipo masculino, sugerindo que os hormônios sexuais femininos têm papel nos mecanismos de sensibilização à dor. O estudo demonstrou que existem diferenças entre os gêneros em relação aos mecanismos neurobiológicos da dor, destacando que as fêmeas são mais suscetíveis à dor e que tal condição não se resume apenas a fatores psicológicos e emocionais. Referências: Dedek A, Xu J, Lorenzo LÉ, et al. Sexual dimorphism in a neuronal mechanism of spinal hyperexcitability across rodent and human models of pathological pain [published online ahead of print, 2022 Mar 23]. Brain. 2022; awab408. doi:10.1093/brain/awab408 Escrito por Karoline Cristina Jatobá da Silva.