
Diferenças socioeconômicas e dor
A preocupação financeira aumenta a sensação de dor. Isto não é nada que nos surpreenda, pois não só o estresse financeiro, mas qualquer coisa que preocupe o paciente com dor crônica promove aumento da incidência e intensidade da dor. A novidade desse estudo, no entanto, é a quantificação desse fato e sua relação com o dia-a-dia do paciente. Pesquisadores americanos avaliaram 250 mulheres com osteoartrite (n=105), fibromialgia (n=46) ou ambos (n=99). A intensidade e frequência da dor, bem como a situação financeira real ou percebida pela paciente foram mensuradas por 30 dias com a ajuda de questionários específicos. Foi observado que quanto maiores as dificuldades financeiras e menor o nível de escolaridade, maior e mais frequente a dor sentida pelas pacientes. Essa sensação foi muito mais alta em mulheres sozinhas, com filhos e desempregadas. Fica claro, mais uma vez, a influência de fatores psicológicos na sensação dolorosa, bem como o envolvimento do aspecto afetivo da dor. Referência: Rios R, Zautra AJ. Socioeconomic disparities in pain: the role of economic hardship and daily financial worry. Health Psychol. 2011; 30(1):58-66.v