
Diferentes mecanismos facilitadores da dor
Estudo clínico desenvolvido por pesquisadores do Reino Unido mostra que participantes respondedores e não respondedores ao uso do creme de capsaicina tópica a 1% têm diferentes mecanismos facilitadores da dor. Sabe-se que a aplicação tópica
Estudo clínico desenvolvido por pesquisadores do Reino Unido mostra que participantes respondedores e não respondedores ao uso do creme de capsaicina tópica a 1% têm diferentes mecanismos facilitadores da dor. Sabe-se que a aplicação tópica de capsaicina pode resultar no desenvolvimento de hiperalgesia e um estado de dor contínua em participantes saudáveis, dessa forma o estudo foi realizado com 37 participantes saudáveis, sendo 18 do sexo feminino, e foram analisadas a resposta à capsaicina tópica, a soma temporal do teste de dor e o teste de hiperalgesia secundária. O estudo foi realizado de forma que todos os participantes receberam aplicação do creme de capsaicina a 1%, sendo 0,05 mL aplicados com auxílio de uma seringa e um disco de plástico transparente de 9 mm de diâmetro que foi colocado em contato com a pele na área do dermátomo L5 na perna esquerda. Foi utilizada a Escala Visual Analógica (EVA) modificada antes e após a aplicação do creme de capsaicina e os participantes foram instruídos a avaliar a sensação a cada 3 minutos durante 60 minutos. Ademais, a soma temporal da dor foi determinada usando um estimulador mecânico de picada de alfinete em uma área adjacente ao local onde foi aplicado o creme e, para avaliar a hiperalgesia secundária, foram aplicados 5 estímulos consecutivos antes da capsaicina e 45 minutos após a aplicação do creme. Desse modo, observou-se que os respondedores à capsaicina tópica exibem classificações de dor contínua e o desenvolvimento de hiperalgesia secundária mecânica, e que mais participantes do sexo feminino desenvolveram um perfil de não respondedor. Além disso, respondedores e não respondedores apresentaram valores de linha de base diferentes na soma temporal da dor, sendo os valores
maiores associados aos respondedores. Assim, é importante que mais estudos sejam realizados considerando a potencial utilidade clínica da soma temporal da dor como um biomarcador de vulnerabilidade para o desenvolvimento de dor crônica. Referências: Wong F, Reddy A, Rho Y, et al. Responders and nonresponders to topical capsaicin display distinct temporal summation of pain profiles. Pain Rep. 2023;8(3):e1071. doi: 10.1097/PR9.0000000000001071 Alerta submetido em 23/06/2023 e aceito em 14/07/2023. Escrito por Jéssica Correia de Oliveira Souza.