Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Dor crônica aflige mais as mulheres

DOL · Dor On Line Edição 128 · Março 2010 ⭳ Baixar em PDF

A dor é considerada crônica quando tem sua duração prolongada por três meses ou mais. A cronicidade desta dor está relacionada à incapacidade do organismo em sanar a causa da mesma, que pode estar vinculada, por exemplo, à inflamação das articulações, doenças reumáticas, câncer, degenerações ou inflamações nos órgãos internos. Estudo recente fez um mapeamento da dor no estado de São Paulo. Participaram da pesquisa 2.446 paulistanos com mais de 18 anos. Eles foram questionados e só encaixados no perfil de dor crônica se relataram sofrer de desconfortos, choques e pontadas por mais de três meses. Destes, 28% convivem com este incômodo, dos quais metade pratica automedicação para tentar solucionar o problema. As regiões mais atingidas pela dor crônica, segundo os pacientes, são as pernas (22% das queixas), costas (21%) e a cabeça (15%). Aproximadamente 20% dos homens e 34% das mulheres estudados afirmaram sentir dor. Dentre as profissões, o índice desta dor é maior entre as donas de casa: 33,3%, seguido pelos aposentados (36%) e autônomos (35,7%). Acredita-se que os índices maiores de obesidade em mulheres, bem como os de fibromialgia, estejam relacionados com a taxa de dor crônica ser maior nas mulheres. Além disso, o estudo também verificou que o baixo grau de escolaridade pode estar envolvido com aumento da propensão à dor. A dor crônica foi verificada em 33,7% dos analfabetos, ao passo que apenas 23,5% dos pacientes com nível superior completo apresentaram o problema. Os autores atribuem esse índice à procura de assistência especializada pelos pacientes graduados. Fonte: http://delas.ig.com.br/saudedamulher/dor+aflige+mais+mulheres+e+e+problema+para+30/n1237657730522.html

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