
Dor: quinto sinal vital - Diagnóstico correto e tratamento adequado contribuem para a qualidade do atendimento no Instituto Nacional do Câncer
A dor mal controlada é responsável por 70% dos atendimentos nos setores de emergência do Instituto Nacional do Câncer (INCA). É isto o que mostra a pesquisa realizada pela equipe de enfermagem do Instituto. O percentual expressivo fez com que a dor passasse a ser considerada como o quinto sinal vital dentro do quadro de Escala de Sinais Vitais, usado no tratamento dos pacientes, o qual inclui pressão arterial, temperatura, respiração e pulso. A dor será medida periodicamente numa escala que varia de zero a dez. De acordo com a sub-chefe da Clínica da Dor do INCA, Fabíola Moreno, "cerca de 90% dos pacientes com câncer podem sentir dor em algum momento da doença e muitos deles sofrem há tempos com ela. Muitos acreditam que é normal sentir dor, mas não é. Criamos essa escala com a finalidade de descobrir o real motivo da dor, diminuí-la ou até mesmo exterminá-la". A Clínica da Dor é composta por uma equipe multidisciplinar que inclui dentistas, terapeutas ocupacionais, psicomotricista, enfermeiras, fisioterapeutas, entre outras especialidades. Segundo a chefe da Clínica, Flávia Claro, uma vez avaliada a causa, fica mais fácil tratá-la com o especialista indicado. "Em uma criança, por exemplo, é comum identificarmos o fator afetivo como causador principal da dor. Neste caso, indicamos o psicólogo como o profissional mais adequado para realizar o trabalho junto ao paciente". Apenas os pacientes matriculados no INCA podem ser atendidos pela Clínica da Dor, que funciona diariamente nos ambulatórios e enfermarias das unidades hospitalares do Instituto. "Vale lembrar que a dor pode ser observada até mesmo durante a fase de recepção do paciente. Uma vez confirmada como dor crônica (presente a mais de três meses), o paciente deve ser encaminhado pelos médicos ou enfermeiros até a Clínica da Dor, e lá ser avaliado e medicado", complementa Flávia Claro.