
Duloxetine, nova alternativa para o tratamento da dor persistente
R.M.A. Simmons e cols. da Eli Lilly and Co. (Indianapolis, EUA), estudaram os efeitos do duloxetine, inibidor potente e seletivo da recaptação de serotonina e noradrenalina, na fase tardia da resposta de ratos à formalina. A administração oral ou intraperitoneal de duloxetine atenuou de modo dose-dependente a resposta tardia à formalina. A mesma droga foi estudada por C.K. Jones e cols., do mesmo laboratório, em outros modelos animais de nocicepção. Os resultados obtidos mostraram que o duloxetine, em camundongos, teve fraca ação antinociceptiva no teste da placa quente e não teve efeito no modelo de retirada de cauda, mas foi eficaz e de modo dose-dependente no teste da contorção, preveniu a hiperalgesia mecânica induzida por injeção intraplantar de capsaicina e reverteu de modo dose-dependente a hiperalgesia induzida por injeção intraplantar de carragenina. Em conjunto, os dados apontam para fraca atividade do duloxetine em modelos de dor fásica. O produto, porém, parece ser bastante eficaz em modelos de dor persistente. Referência: Abstracts - 10th World Congress of Pain® - Painéis: 1156-P72 e 1157-P73