Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

É possível classificar qual é a "dor mais doída"?

DOL · Dor On Line Edição 93 · Abril 2007 ⭳ Baixar em PDF

Na edição de abril da revista SuperInteressante (Editora Abril) foi apresentada matéria na qual eram listadas as piores dores que uma pessoa podia sentir. A reportagem definiu a dor como “uma experiência sensitiva e emocional desagradável”, mas não mencionou os diferentes tipos de estímulos que podem levar ao seu aparecimento: mecânicos, térmicos, químicos, elétricos ou fisiopatológicos. Além disso, a resposta a estes estímulos pode ser neurovegetativa ou comportamental, e são mais rápidas quando o tecido encontra-se inflamado (fenômeno conhecido como hiperalgesia). Para classificar as dores, o método utilizado pelos autores da matéria original foi o de perguntar ao próprio paciente a intensidade da dor em uma escala de 0 a 10. A distribuição das dores na escala usada mostra que mais da metade delas está ligada a infecções, o que indica que dor e inflamação caminham juntas. As dores classificadas como piores (com índices entre 9 e 10) foram as cólicas renais, cólicas biliares, lombalgias agudas, neurites herpéticas, gotas, hipertensão craniana, dor de cabeça de alta intensidade, dores de dente, infarte e dor do parto. É importante ressaltar também que a percepção das dores está sempre associada à sensibilidade e à tolerância individuais.

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