
Efeitos colaterais do uso de cannabis para tratamento de dor crônica em
militares Uso de cannabis como terapêutica para dor crônica é fator de risco para desenvolvimento de distúrbios. Este estudo estadunidense analisou a prevalência de transtornos por uso de cannabis em veteranos da área militar. Seus resultad
militares Uso de cannabis como terapêutica para dor crônica é fator de risco para desenvolvimento de distúrbios. Este estudo estadunidense analisou a prevalência de transtornos por uso de cannabis em veteranos da área militar. Seus resultados foram baseados nos registros eletrônicos da Administração de Saúde dos Veteranos, de 2005 a 2019, e na condição da dor com base na Classificação Internacional de Doenças, estratificando sua amostra em sexo, idade e raça/etnia. Seu objetivo primordial foi alertar estatisticamente que o uso da cannabis não é inofensivo e que pode comprometer as relações sócio-ocupacionais, cognitivas e afetar funções cardiorrespiratórias, além de predispor ideação suicida.
Os pesquisadores utilizaram os arquivos ambulatoriais de pacientes com experiência militar, que tinham pelo menos um atendimento em cuidados primários, pronto-socorro e/ou clínica de saúde mental anual. Abuso e dependência de cannabis foram consolidados em uma única variável porque seus critérios são unidimensionais. Veteranos com diagnóstico de Distúrbio por Uso de Cannabis foram agregados a cada ano de 2005 a 2019. Pacientes veteranos militares com dor crônica têm maior tendência a desenvolver distúrbios por uso de cannabis do que aqueles que não sentem dor. Essa informação é necessária para orientar o planejamento de serviços e a alocação de recursos para o tratamento de uso de substâncias e manejo da dor. Uma das limitações é que a amostra é predominantemente branca, de meia-idade ou mais idosa, do sexo masculino e com altas taxas de comorbidades médicas. Referências: Mannes ZL, Malte CA, Olfson M, et al. Increasing risk of cannabis use disorder among U.S. veterans with chronic pain: 2005-2019. Pain. 2023;164(9):2093-2103. doi:10.1097/j.pain.0000000000002920 Alerta submetido em 06/11/2023 e aceito em 01/12/2023. Escrito por Emanuelle Lorraine Nolêto das Neves.