
Eletrofisiologia mostra nociceptores diferentes na dor neuropática
A dor contínua é frequentemente a pior queixa nas condições de dor neuropática e inflamatória. Entretanto, os mecanismos dela não são bem esclarecidos, e pouco se sabe sobre como a atividade contínua de nociceptores é gerada. De todo modo,
A dor contínua é frequentemente a pior queixa nas condições de dor neuropática e inflamatória. Entretanto, os mecanismos dela não são bem esclarecidos, e pouco se sabe sobre como a atividade contínua de nociceptores é gerada.
De todo modo, a atividade contínua gerada na ausência de potenciais geradores sensoriais ou potenciais sinápticos poderia, em princípio, ser impulsionada por 3
aspectos funcionais do potencial de membrana: (1) despolarização prolongada do potencial de membrana em repouso, (2) uma mudança hiperpolarizante na voltagem do limiar para a geração de potencial de ação, e (3) um aumento nas flutuações espontâneas despolarizantes transitórias.
Visando elucidar tais mecanismos, pesquisadores do Department of Integrative Biology and Pharmacology da McGovern Medical School, em Houston, Estados Unidos, utilizou um modelo de dor neuropática, e descobriu que cada um desses fatores intrínsecos muda para promover a atividade contínua dentro de um tipo distinto de nociceptores, demonstrando que há especializações de nociceptores para gerar a atividade contínua, e que estas podem promover dor contínua em condições crônicas e agudas.
Referência: Odem MA, Bavencoffe AG, Cassidy RM, Lopez ER, Tian J, Dessauer CW, et al. Isolated nociceptors reveal multiple specializations for generating irregular ongoing activity associated with ongoing pain. Pain. 2018, 159(11):2347-62
Alerta submetido em 13/12/2018 e aceito em 13/12/2018.