Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Embora os anticonvulsivantes sejam amplamente utilizados para alívio da dor crônica, poucos trabalhos mostram sua efetividade no combate à dor - é o que revela um estudo feito por pesquisadores ingleses

DOL · Dor On Line Edição 71 · Junho 2005 ⭳ Baixar em PDF

Uma revisão de estudos envolvendo o uso de anticonvulsivantes comumente usados para tratar dores agudas, crônicas ou oncológicas, realizados no período de 1966 até 1999, foi feita por pesquisadores ingleses com o objetivo de avaliar a efetividade no manejo da dor e os efeitos adversos apresentados por essas drogas na prática clínica. Os estudos observados mostraram boa eficácia da carbamazepina (Tegretol) no tratamento da neuralgia trigeminal, e da gabapentina (Neurotin) para o tratamento das neuralgias pós-herpética e diabética. Já a fenitoína (Epelin), apesar ter efeito analgésico na neuropatia pós-herpética, não mostrou efeito em pacientes com síndrome do intestino irritável. Além de nenhuma dessas drogas ter provocado efeitos adversos significativos, também não foram observados efeitos dos anticonvulsivantes sobre a dor aguda. Assim, os autores da revisão observaram que, para cada tipo de síndrome dolorosa, há um anticonvulsivante mais adequado e que, de cada três pacientes que tomam carbamazepina ou gabapentina para tratamento de dores crônicas, dois podem esperar por bons resultados. Entretanto, apesar dessas drogas serem amplamente utilizadas para alívio da dor crônica, poucos estudos mostram grande efetividade analgésica. (ET) Referência: Wiffen P, Collins S, McQuay H, Carroll D, Jadad A, Moore A. Anticonvulsant drugs for acute and chronic pain. Cochrane Database Syst Rev. 2005 Jul 20;(3):CD001133. Review.

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