
Enxaqueca e Botox - realidade e fantasia
A toxina botulínica tipo A, conhecida comercialmente como Botox, vem sendo indicada como terapia alternativa para o tratamento de enxaqueca e cefaleias crônicas (ver Baú do DOL, Boletim 4). No entanto, por trás do “milagroso” tratamento, há enorme força comercial da indústria, a qual patrocina congressos, simpósios, palestras e trabalhos. Em comentário publicado no site www.enxaqueca.com.br, o médico Alexandre Feldman alerta para o preço exorbitante do tratamento com Botox (5 nanogramas do produto custam 400 dólares americanos). Originalmente desenvolvida para o tratamento do estrabismo, na oftalmologia, a Botox bloqueia a liberação de acetilcolina nas sinapses, provocando paralisia muscular por um período de até 3 meses, sem que haja possibilidade de reverter o processo. Há necessidade, portanto, de que médicos e pacientes estejam cientes dos riscos do uso da mesma como ptose palpebral e facial, hipotonia mandibular, cefaleias, dores musculares ou hipotonia nos músculos do pescoço, costas e ombros, sintomas que podem persistir por 3 meses. Devido a esses fatos, Feldman considera que a Botox não seja uma alternativa terapêutica que valha a pena para o tratamento de enxaqueca.