
Estresse aumenta a prevalência de distúrbios funcionais de dor em
mulheres Distúrbios de dor relacionados ao estresse em mulheres estão associados a sensibilização dos nociceptores pela prolactina. Estudo conduzido no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Arizona, Estado
mulheres Distúrbios de dor relacionados ao estresse em mulheres estão associados a sensibilização dos nociceptores pela prolactina. Estudo conduzido no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Arizona, Estados Unidos, levantou a hipótese de que a administração repetida dos agonistas de receptores opioides kappa poderia imitar o priming hiperalgésico induzido pelo estresse, já que esse esgotamento físico e mental envolve os receptores opioides kappa. Sendo assim, camundongos fêmeas e machos, de 8 a 10 semanas de idade, foram utilizados neste estudo com uma estratégia de “dois golpes” por meio de fármacos para induzir o priming. Após, foi avaliada a alodinia periorbital e os níveis de prolactina circulante a fim de constatar se o efeito de priming do agonista de
receptor kappa era independente de sinalização e se nas mulheres seria dependente da sensibilização de nociceptores induzida pela prolactina. Os camundongos receberam três doses diárias de um fármaco agonista de receptor opioide kappa, como sendo o estímulo de “primeiro golpe”, seguido da avaliação da alodinia periorbital. O segundo estímulo de ataque aconteceu dezesseis dias após o primeiro, os animais receberam uma dose, de forma inalatória, abaixo do limiar de percepção, de um agonista do receptor de potencial transitório anquirina 1 (TRPA1) e a alodinia periorbital também foi avaliada. Para a análise dos níveis de prolactina circulante, as isoformas do receptor de prolactina foram quantificadas por meio de amostras do nervo oftálmico do gânglio trigeminal após doses repetidas do agonista receptor de opioide kappa. Foi observado que o priming hiperalgésico produzido pelo estresse repetido é maior em mulheres por sofrer influência dos níveis de prolactina. Além disso, esse estudo pode contribuir para o alcance da analgesia clínica sem interrupções das funções neuroendócrinas. Referências: Kopruszinski, Caroline M.; Watanabe, Moe; Martinez, Ashley L.; de Souza, Luiz Henrique Moreira; Dodick, David W.; Moutal, Aubina; Neugebauer, Volker; Porreca, Franka; Navratilova, Edita. Kappa opioid receptor agonists produce sexually dimorphic and prolactin-dependent hyperalgesic priming. PAIN 164(6):p e263-e273, June 2023. | DOI: 10.1097/j.pain.0000000000002835 Alerta submetido em 23/06/2023 e aceito em 14/07/2023. Escrito por Gabriela Oliveira Gonçalves.