Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Estudo avalia a eficácia de diferentes abordagens no tratamento de mulheres com vulvodinia

DOL · Dor On Line Edição 106 · Maio 2008 ⭳ Baixar em PDF

Recentemente o periódico Pain publicou um estudo que teve o propósito de avaliar, por meio de ensaios randômicos controlados, a eficácia da terapia cognitivo-comportamental (TCC) e do suporte psicoterápico (TSP) em mulheres que sofrem de vulvodinia. A vulvodinia é descrita como uma desordem ginecológica caracterizada por dor crônica vulvar, inabilidade física, disfunção sexual e estresse emocional. Por não possuir uma causa única é geralmente subdiagnosticada e difícil de tratar. A vulvodinia, causada por fatores múltiplos como anomalias embrionárias, genéticas, oxalatos urinários, hormônios, inflamação, infecções, entre outros, pode provocar dor crônica vulvar, trazendo desconforto durante a relação sexual, ansiedade e alteração de humor. O estudo foi realizado entre setembro de 2000 e dezembro de 2004, em 50 mulheres com idade a partir de 21 anos, que tinham a doença. As mulheres escolhidas foram submetidas, durante 10 semanas, a tratamentos para diminuir a dor, melhorar o funcionamento sexual e melhorar o humor. Entre estas, 42 (84%) completaram as 10 semanas de tratamentos e 47 (94%) completaram um ano de acompanhamento nas avaliações. Os resultados obtidos mostraram que as participantes tiveram redução estatisticamente significativa na dor, com 42% do total da amostra alcançando melhora clínica. A TCC, em relação à TSP, resultou em maior alívio da dor durante os exames médicos, e maior melhora na função sexual, avaliada desde o pré-tratamento. Os efeitos benéficos do tratamento foram observados ainda durante um ano de acompanhamento de ambos os grupos. As participantes da TCC relataram melhora significativamente maior de sua condição, maior satisfação e credibilidade do que as participantes da TSP. Em conjunto, os dados sugerem que tratamentos psicossociais para vulvodinia são eficazes e que mesmo com as pacientes tendo apresentado melhora significativa após um ano de tratamento com ambas os tipos de intervenção, os resultados apontam para a maior satisfação das pacientes após a abordagem mais direta. Autores e procedência do estudo: Robin M. Masheb (a,*), Robert D. Kerns (a,b), Christine Lozano (a,b), Mary Jane Minkin (a), Susan Richman (a) – (a) Yale University School of Medicine, New Haven, USA; (b) VA Connecticut Healthcare System, West Haven, CT, USA; Referência: A randomized clinical trial for women with vulvodynia: Cognitive-behavioral therapy vs. supportive psychotherapy. Pain 141(1-2):31-41; 2009 jan.

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