Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Estudo comparativo dos métodos de tratamento da capsulite adesiva no ombro

DOL · Dor On Line Edição 34 · 2002 ⭳ Baixar em PDF

Injeção de corticosteroide na articulação, combinada ou não com fisioterapia, é um procedimento comumente usado em casos de capsulite adesiva no ombro, patologia caracterizada por dor espontânea no ombro, acompanhada por limitação de movimentos. Porém, segundo o Dr. Simon Carette, da University Health Network, “evidências claras” que esses métodos reduzem a dor e melhoram os movimentos não foram registradas. Diante disso, sua equipe fez um estudo com 93 pacientes portadores de capsulite adesiva no ombro, divididos em quatro grupos e acompanhados por 12 meses. Um grupo recebeu uma injeção única, intraarticular, de corticosteroide; outro grupo recebeu o corticosteroide associado a 12 sessões de fisioterapia supervisionada; o grupo 3 recebeu fisioterapia e injeção de salina; e o grupo 4 recebeu apenas salina. Todos os grupos foram instruídos a fazer um pequeno programa de exercícios 2 vezes ao dia, por 3 meses. Os resultados mostraram que o grupo que recebeu corticosteroide e o grupo que recebeu o corticosteroide associado à fisioterapia apresentaram melhora mais rápida na dor e função, embora, ao final de 12 meses, todos os grupos tenham atingido um grau similar de melhora nas condições. Os autores concluíram que casos de capsulite adesiva no ombro devem ser primeiramente tratados com injeção de corticoesteroide guiada, para assegurar a correta localização na articulação. Além disso verificaram que a associação do tratamento fisioterápico com a terapia medicamentosa promoveu melhora mais rápida na amplitude de movimento do ombro acometido de capsulite adesiva. Nota da Redação: Este estudo demonstra que a terapia farmacológica da dor é de suma importância para a realização do tratamento fisioterápico, uma vez que a associação destes tratamentos foi mais eficaz em reduzir a dor e a incapacidade quando comparada ao tratamento fisioterápico administrado sem analgesia prévia, corroborando as informações do editorial deste mês ("Tratamento fisioterápico e dor crônica"). Referência: Arthritis Rheumatoid, 48:829-838, 2003.

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