
Estudo feito com gêmeos mostra que a genética influencia as dores nas costas mais do que se pensava
Um estudo bastante abrangente sobre degeneração do disco intervertebral, estrutura da coluna vertebral que ajuda a amortecer o impacto entre as vértebras gerado pelo esforço, foi recentemente premiado pela Academia Americana de Cirurgia Ortopédica. A importância desta doença degenerativa é o fato dela limitar movimentos e gerar muita dor. O estudo que teve início em 1991, e envolveu o total de 600 participantes. Destes, havia 147 pares de gêmeos idênticos e 153 pares de gêmeos fraternos, todos da comunidade finlandesa. Pesquisadores do Canadá, Estados Unidos, Finlândia e Inglaterra, compararam os gêmeos expostos a diferentes situações de risco como, por exemplo, quando um deles possuía um emprego sedentário e, o outro, era exposto a trabalhos pesados. Ou quando um dos gêmeos era motorista e o outro não. Segundo os organizadores da pesquisa, os resultados sugeriram que componentes genéticos influenciam muito mais na degeneração do disco vertebral do que se pensava até então. Porém, mesmo quando a diferença ocupacional entre os gêmeos era grande, surpreendentemente uma pequena diferença no grau e tipo da degeneração do disco era observada quando as imagens da coluna dos pares de gêmeos eram colocadas lado a lado. Agora, os pesquisadores querem identificar quais são os genes específicos e os mecanismos biológicos que levam à degeneração do disco, já que esse é um fator bastante associado aos sintomas. Com isso, eles esperam entender como a degeneração progride e como ocorre a diferenciação do estado normal para mudanças que levam às terríveis dores nas costas. Fonte: Pain Site; 16/05/2008