Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Ciência e Tecnologia

Estudo identifica quem está tem mais risco de dor crônica após lesão

cerebral traumática leve Estudo israelense publicado em 2025 elaborou uma ferramenta capaz de prever, com 83% de exatidão, quais pacientes podem desenvolver dor crônica após lesão craniana leve pós-traumática. A lesão craniana está associad

DOL · Dor On Line Edição 301 · Agosto 2025 ⭳ Baixar em PDF

cerebral traumática leve Estudo israelense publicado em 2025 elaborou uma ferramenta capaz de prever, com 83% de exatidão, quais pacientes podem desenvolver dor crônica após lesão craniana leve pós-traumática. A lesão craniana está associada a outros sintomas, como dor crônica, tonturas, ansiedade e depressão que reduzem a qualidade de vida. Desta forma, pesquisas têm focado em estabelecer modelos prognósticos que possam prever o aparecimento dessas condições. A pesquisa, conduzida no

Rambam Health Care Campus com 203 vítimas de acidentes de carro ou moto, demonstrou que dados clínicos, psicológicos e socioeconômicos coletados nas primeiras 72 horas após o trauma têm grande capacidade de previsão de desenvolvimento de dor crônica. O estudo acompanhou os pacientes por 1 ano, realizando avaliações completas em três momentos: até 3 dias (fase subaguda), 6 meses e 1 ano após o trauma. A equipe coletou 21 parâmetros diferentes por meio de exames clínicos, exames de imagem, testes psicológicos e questionários, incluindo questionários de dor, ansiedade, estresse, escolaridade e renda. Um algoritmo foi utilizado para identificar quais variáveis foram mais influentes, sendo possível estabelecer dois modelos: um completo, com 21 parâmetros, e outro simplificado, com 10 parâmetros. Ambos apresentaram desempenho similar, com acurácia de 83% e sensibilidade de 92% para identificar casos de dor crônica. Entre os parâmetros avaliados, a presença de tontura, nível de educação, idade, número de áreas dolorosas e intensidade da dor foram os mais relevantes, enquanto sexo, presença de desorientação e catastrofização da dor foram menos influentes na capacidade preditiva deste modelo. Os resultados obtidos sugerem que dados facilmente recolhidos nas primeiras 72 horas após a lesão cerebral traumática leve podem auxiliar na previsão de desenvolvimento de dor crônica. Esta abordagem permite a identificação precoce de indivíduos em maior risco, possibilitando a implementação de intervenções direcionadas. No entanto, mais estudos padronizados em grandes coortes são necessários para refinar o modelo para uso clínico generalizado. Referências: Ramon-Gonen R, Granovsky Y, Shelly S. Predicting chronic post- traumatic head and neck pain: the role of bedside parameters. Pain. 2025;166(5):1050-1059. doi:10.1097/j.pain.0000000000003431 Escrito por Ana Carolina Lucchese Velozo.

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