
Estudo mostra que o inibidor seletivo de COX-2 Lumiracoxib induz menos riscos de problemas cardiovasculares em pacientes com osteoartrite quando comparado ao Ibuprofeno (antiinflamatório não–esteroidal não seletivo)
Várias pesquisas têm demonstrado o aumento do risco de problemas cardiovasculares provocado pelo uso crônico de medicamentos anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) inibidores seletivos da enzima COX-2. Desta forma, o número de trabalhos com o objetivo de avaliar a segurança de tais fármacos também cresceu, principalmente devido ao fato de que a prescrição destes medicamentos é uma prática bastante comum entre os profissionais da saúde. Em estudo realizado conjuntamente por vários pesquisadores envolvendo mais de 18 mil pacientes acima de 50 anos com osteoartrite rigorosamente selecionados por critérios de riscos cardiovasculares, os quais foram divididos em grupo que era tratado com baixa dose de aspirina e grupo não-tratado, procurou-se verificar os riscos cardiovasculares do inibidor seletivo de COX-2 Lumiracoxib, comparando-o com dois AINEs, o Naproxeno e o Ibuprofeno. Os pacientes selecionados, avaliados durante um ano, foram divididos randomicamente em grupo tratado com o Lumiracoxib (50% dos pacientes que completaram o estudo) e grupo tratado com Naproxeno e Ibuprofeno (os 50% restantes). A partir dos dados analisados, os autores concluíram, em um primeiro momento, que a incidência de infarto do miocárdio não diferiu entre o grupo tratado com Lumiracoxib e o grupo tratado com Naproxeno. Porém, quando comparado com o Ibuprofeno, o Lumiracoxib causou menor incidência de infarto de miocárdio. Além disso, os autores observaram que o Lumiracoxib promoveu menor variação das pressões sistólica e diastólica que os outros AINEs utilizados no estudo durante o período de avaliação, levando-os a sugerir que os AINES não-seletivos poderiam estar associados a aumento nos riscos de derrame e de doença cardíaca coronariana em longo prazo. Nota da redação: Observando que, apesar da porcentagem da população que sofre de infarto do miocárdio e que utiliza anti-inflamatórios ser pequena (<1%), ainda assim, considerando-se o número total de indivíduos utilizado no estudo, é uma grande quantidade de pessoas. Desta forma, a projeção para a população absoluta mundial poderia indicar alta incidência destes efeitos indesejáveis dos medicamentos em questão. Em adição, a comparação dos grupos foi feita entre o Lumiracoxib e cada um dos AINEs não-seletivos separadamente. Entretanto, se os AINEs não-seletivos fossem observados em conjunto, quase não haveria diferenças entre o grupo tratado com o Lumiracoxib e o tratado com os AINEs não-seletivos.