
Estudo realizado entre reumatologistas brasileiros mostra a necessidade de padronização dos recursos utilizados para diagnóstico e tratamento da lombalgia no país
A partir da tradução e adaptação para a língua portuguesa do questionário desenvolvido por Jansz, Maetzel, Gibson e Bombardier, do Institute for Work & Health (IWH / Toronto, Canadá), reumatologistas brasileiros foram questionados sobre alguns pontos importantes na abordagem clínica da lombalgia: frequência de consultas por hora, número de pacientes portadores de lombalgia atendidos por semana, número de pacientes que faltavam ao trabalho devido à lombalgia, requisição de exames diagnósticos (laboratoriais e de imagem) e conduta terapêutica prescrita (repouso, proteção articular, modificações ergonômicas, manipulação, acupuntura, fisioterapia, terapia farmacológica). Após a análise dos dados obtidos, concluiu-se que há controvérsias no que concerne à abordagem da lombalgia pelos clínicos, uma vez que foi demonstrado haver substancial variabilidade nas medidas de diagnóstico e nos tratamentos terapêuticos propostos. Nota da redação: Este tipo de estudo é relevante, pois possibilita o conhecimento das medidas que estão sendo adotadas pelos profissionais para diagnóstico e tratamento de determinadas patologias em âmbito nacional, permitido reflexões críticas sobre abordagens clínicas individualizadas.