
Evidência à favor da participação de receptores mGLU1 centrais na modulação da dor persistente
Anshu Kalra e cols., da Eli Lilly and Co., Indianápolis, EUA, avaliaram o envolvimento de receptores metabotrópicos para glutamato (mGLU1) centrais e periféricos na modulação da dor persistente induzida por aplicação plantar de capsaicina (Cp) ou injeção intraplantar de carragenina (Cg) ou formalina (F). Agonista (S-DHPG) e antagonista (LY367385) de receptores mGLU1, administrados por diferentes vias, foram utilizados como ferramentas farmacológicas. O S-DHPG reduziu a alodinia mecânica após injeção central, mas não intraplantar. O LY367385 administrado centralmente atenuou a resposta tardia à F e reverteu a hiperalgesia térmica e alodinia mecânica produzidas por Cp ou Cg, mas quando administrado por via intraplantar não alterou as respostas à F e apresentou discreto efeito antagonista das respostas à Cp ou Cg. Segundo os autores, estes resultados são indicativos de que receptores mGLU1 centrais e, com menor importância os periféricos, modulam o processamento nociceptivo em estados de dor persistente. Referência: Abstracts - 10th World Congress of Pain® - Painel: 46-P42