Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

FDA aprova novo medicamento para gota

DOL · Dor On Line Edição 123 · Outubro 2010 ⭳ Baixar em PDF

A gota é o excesso de ácido úrico no sangue que pode desencadear o acúmulo de cristais desse ácido nas articulações e tecidos moles, causando inchaço intermitente, vermelhidão, calor, rigidez nas articulações e, consequentemente, dor intensa. A causa desse acúmulo não é totalmente conhecida, entretanto, está fortemente relacionada com obesidade, pressão alta, colesterol elevado e diabetes. A incidência da gota é maior em homens, em mulheres após a menopausa e em pessoas portadoras de deficiência renal. O tratamento convencional da gota é feito com medicamentos que impedem a formação do ácido úrico, por exemplo, o alopurinol, inibidor da xantina oxidase, enzima responsável pela formação desse ácido. Todavia, assim como todo tratamento farmacológico, o da gota não é eficaz para todos os pacientes. O FDA (Food and Drug Administration) aprovou em quatro de setembro deste ano, nos EUA, uma nova droga chamada de Krystexxa (princípio ativo: pegloticase), para tratamento de pacientes não responsivos ao tratamento convencional. A pegloticase é uma enzima recombinante suína chamada de uricase, similar à raburicase, ambas capazes de metabolizar o ácido úrico a alantoína, reduzindo, assim, o risco de precipitação de cristais de urato, já que a alantoína é 5 a 10 vezes mais solúvel que o ácido úrico. Ao contrário da rasburicase, a pegloticase preguilada tem sua meia-vida de eliminação estendida de oito horas para 10 a 12 dias, diminuindo, assim, a frequência de sua administração (a cada duas semanas em infusão intravenosa). Como nenhum medicamento é isento de efeitos adversos, um a cada quatro pacientes no ensaio clínico teve reação alérgica grave ao receber infusão do Krystexxa, portanto recomenda-se a prévia utilização de um corticosteroide e um anti-histamínico para minimizar o risco de reações adversas. Além da reação alérgica, também houve queixa de náuseas, hematomas no local da injeção, irritação nas vias nasais, constipação, dor no peito e vômito. Não houve estudos desse medicamento em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva. Por ser um medicamento intravenoso, a orientação médica deve ser constante. Fontes: http://www.fda.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/ucm225810.htm http://en.wikipedia.org/wiki/Pegloticase

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