
Funcionalidade física e sua relação direta com a intensidade de dor,
íduos com fibromialgia A fibromialgia é a terceira enfermidade reumática em prevalência, com maior fadiga e qualidade do sono em ii incidência em pessoas com a faixa etária entre 40 a 50 anos, sendo de 6 a 8 vezes mais frequente em mulh
íduos com fibromialgia A fibromialgia é a terceira enfermidade reumática em prevalência, com maior
fadiga e qualidade do sono em ii
incidência em pessoas com a faixa etária entre 40 a 50 anos, sendo de 6 a 8 vezes mais frequente em mulheres. Indivíduos com fibromialgia apresentam sintomas como fadiga, rigidez matinal, sono não reparador, alterações de humor, depressão e ansiedade, e queixas cognitivas como problemas de memória e dificuldade de concentração. Todos estes sintomas se apresentam de maneira diferenciada ao longo dos dias, podendo ocorrer independentemente dos demais. Assim, o indivíduo convive diariamente com uma expectativa negativa sobre o que irá vivenciar naquele dia. Este dilema foi muito bem descrito em um estudo de caso onde uma paciente com fibromialgia fez a seguinte afirmação: "Eu nunca sei como será o meu dia. Eu tenho que acordar de manhã e ver o que dói e como posso me medicar e assim ver como meu dia vai ser”.
Neste sentido, um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, decidiu avaliar a variabilidade comportamental e disposição física para diversas atividades do dia-a-dia em indivíduos com fibromialgia, e como estes parâmetros se relacionavam com os níveis de dor, fadiga, qualidade do sono e funcionalidade física.
O estudo avaliou 292 indivíduos com fibromialgia, sendo em sua maioria mulheres. Alguns parâmetros foram avaliados através de questionários completados com acompanhamento de psicólogos, outros, como a qualidade do sono, foram monitorados em clínicas especializadas e com equipamento específico. Foi observado que o ritmo de atividades executadas ao longo do dia e as variações de humor tinham uma correlação positiva com todos os sintomas clínicos citados anteriormente (dor, fadiga, qualidade do sono e funcionalidade física). Chama a atenção que, assim como em outras enfermidades crônicas tais como demência, déficit de atenção, desordem de hiperatividade, a fibromialgia está relacionada a Síndrome do atraso das fases do sono. Esta síndrome altera o período de alerta e de sono afetando o ritmo de temperatura corporal, o ritmo hormonal e outros ritmos diários tendo grande relação com alterações de humor e comportamentais. Este dado é de grande importância e indica que talvez indivíduos com fibromialgia devam ainda receber tratamento adequado para tratar esta condição associada a doença, uma vez que a mesma possa ter relação direta com os sintomas clínicos relatados na fibromialgia impactando diretamente na qualidade de vida destes indivíduos.
Assim, o estudo sugere que melhores índices de dor, fadiga e qualidade do sono resultam em melhores índices de funcionalidade física para tarefas do dia-a-dia.
Neste sentido, o tratamento deveria abranger os diferentes sintomas para um melhor resultado e os pacientes deveriam ser monitorados quanto à qualidade de seu sono.
Referência: Neikrug AB1, Donaldson G, Iacob E, Williams SL, Hamilton CA, Okifuji A. Activity rhythms and clinical correlates in fibromyalgia. Pain. 2017; 158(8):1417- 1429.
Alerta submetido em 10/08/2017 e aceito em 22/08/2017.