Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Genética e o efeito placebo: o placeboma

DOL · Dor On Line Edição 178 · Maio 2014 ⭳ Baixar em PDF

Placebos são controles indispensáveis em ensaios clínicos aleatórios e são componentes fundamentais da pesquisa clínica para avaliar novos tratamentos farmacológicos. Durante séculos os placebos foram usados para acalmar os sintomas de doenças. No entanto, pouco se sabe porque algumas pessoas respondem a placebos e outras não. Recentes estudos neurofisiológicos revelaram vias de neurotransmissores que medeiam efeitos placebos. Pesquisadores da Harvard Medical School analisaram estudos com placebo e ensaios clínicos aleatórios (ECR), interações placebo-fármaco e discutiram implicações para ECR e cuidados clínicos. O trabalho publicado no Trends in Molecular Medicine introduz o conceito do placeboma. Eles revelam que o estudo dos efeitos genômicos em resposta ao placebo, o placeboma, é recente, mas há uma ampla evidência indicativa de que as variações genéticas nas vias de neurotransmissores do cérebro modificam o efeito placebo. Como consequência, as respostas ao placebo estão surgindo como uma série legítima de reações biológicas que devem se caracterizar de forma rigorosa para o desenvolvimento farmacêutico eficiente e melhorar a atenção aos pacientes. De acordo com os autores, o conhecimento do placeboma tem o potencial de servir de guia para o desenvolvimento de novas estratégias que permitam identificar tanto aquele que responde ao placebo como o desenho de estudos clínicos. Referência: Hall KT, Loscalzo J, Kaptchuk TJ. Genetics and the placebo effect: the placebome. Trends Mol Med. 2015 May;21(5):285-294.

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