Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Divulgação Científica

Há diferenças sexuais nas expressões faciais de dor?

O sexo feminino usa com mais predominância as expressões faciais como exteriorização da dor. Pesquisadores da Alemanha realizaram um estudo baseado em uma amostra combinada com pesquisas feitas entre os anos de 2007 e 2018. Objetivou-se evi

DOL · Dor On Line Edição 293 · Dezembro 2024 ⭳ Baixar em PDF

O sexo feminino usa com mais predominância as expressões faciais como exteriorização da dor. Pesquisadores da Alemanha realizaram um estudo baseado em uma amostra combinada com pesquisas feitas entre os anos de 2007 e 2018. Objetivou-se evidenciar a influência das respostas não verbais à dor, especialmente expressões faciais e se há diferenças entre sexos. Além disso, também foi avaliado se há impacto no autorrelato e experiência da dor. As diferenças sexuais foram analisadas com relação aos seguintes critérios: (1) sensibilidade à dor (limiar de dor), (2) respostas subjetivas (classificações), (3) expressões faciais (FACS) e (4) a relação entre respostas subjetivas e faciais à dor. Observou-se que os limiares de dor para mulheres foram menores em relação aos homens, mas não diferiram nas respostas subjetivas. Além disso, as mulheres tiveram respostas de expressões faciais aumentadas e mais significantes não só ao estímulo da dor, mas também a estados emocionais. A amostra combinada incluiu dados de 7 estudos equilibrados, sendo mesclados para formar um novo conjunto de dados. Foram incluídos 392 participantes, sendo 200 mulheres e 192 homens. A partir disso, os indivíduos receberam uma aplicação de calor por um estimulador térmico, adaptada aos limiares de dor individuais, juntamente com intervenções não dolorosas de forma aleatória, observando-se as reações faciais aos estímulos. Em seguida, escalas padronizadas de intensidade da dor foram utilizadas para classificação da dor. Durante todo o processo, os

participantes foram gravados a partir do FACS, um programa que avalia movimentos e expressões anatômicas, analisando unidades de ação relevantes para a dor. Os achados foram considerados estatisticamente significativos. Entretanto, necessita-se de mais estudos sobre a temática, visto que a presente pesquisa é uma das poucas a abordar o assunto. Referências: Schneider, P., Lautenbacher, S., & Kunz, M. (2024). Sex differences in facial expressions of pain: results from a combined sample. Pain, 165(8), 1784– 1792. https://doi.org/10.1097/j.pain.0000000000003180 Escrito por Giovanna Aparecida Carvalho de Jesus.

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