
Hiperalgesia induzida pela Lys49 e Asp49, fosfolipases A2 provenientes do veneno de cobra Bothrops asper: mediação farmacológica e determinante molecular
Chacur e cols., do laboratório de Farmacologia do Instituto Butantã, Brasil, utilizaram o teste de Randall & Selitto para avaliar a hiperalgesia induzida em ratos pelas Lys49 e Asp49, fosfolipases A2 provenientes do veneno da cobra Bothrops asper. A administração intraplantar da Lys49 e Asp49 (5-20mg/pata) induziu hiperalgesia tempo-dependente, que foi inibida por antagonista de receptores para histamina e serotonina (prometazina e metisergida, respectivamente), por antagonista de receptor B2 de Bradicinina (HOE140) e por anticorpos para TNF-a e IL-1. O pré-tratamento com guanetidina, atenolol, prasozim e ioimbina (inibidores do sistema nervoso simpático), ou indometacina (inibidor de ciclooxigenases) reduziu a hiperalgesia induzida pela Lys49 sem interferir na hiperalgesia induzida pela Asp49. A hiperalgesia não foi inibida por inibidor seletivo de clicloxigenase II (celecoxib), por inibidor da via das lipoxigenases (zileuton) e nem pelo inibidor da NO sintase L-NMMA. Em conclusão, as fosfolipases A2 Lys49 e Asp49 são componentes hiperalgésicos do veneno da Bothrops asper e exercem sua ação através de mecanismos moleculares diferentes. Referência: Toxicon 41: 667-678, 2003.