
Homens e mulheres percebem a dor de maneira diferente
Estudo clínico realizado por pesquisadores israelenses mostrou que as mulheres exibiram maiores respostas emocionais à manipulação do estresse e dor, enquanto os homens exibiram uma maior resposta fisiológica. Com o objetivo de examinar as
Estudo clínico realizado por pesquisadores israelenses mostrou que as mulheres exibiram maiores respostas emocionais à manipulação do estresse e dor, enquanto os homens exibiram uma maior resposta fisiológica. Com o objetivo de examinar as mudanças na sensibilidade à dor e na modulação da dor e procurar interações dor- estresse específicas do sexo, participaram do estudo 82 mulheres e 66 homens saudáveis. Esses indivíduos foram submetidos a medição dos índices de dor e estresse antes e imediatamente após a aplicação de uma manipulação de estresse ou uma manipulação de estresse simulado. O protocolo experimental ao qual os participantes foram submetidos possui 3 fases principais: medição das linhas de base (pré-esforço); manipulação de tensão real/simulada e segundas medições; e recuperação. A partir disso, foram analisados o limiar calor-dor, a tolerância calor-dor, desempenho de uma função estímulo-resposta para calor e dor, medição da soma temporal da dor e adaptação à dor. A resposta ao estresse foi verificada por meio de avaliações percebidas de estresse e ansiedade, variáveis autonômicas monitoradas com sensores e cortisol salivar. Dessa forma, observou-se que as mulheres apresentaram um aumento maior no sofrimento percebido e na ansiedade, e os homens apresentaram um aumento maior no cortisol e na resposta galvânica da pele. Logo, respostas específicas do sexo devem ser consideradas no tratamento de distúrbios de dor ou distúrbios afetivos, melhorando o cuidado baseado no indivíduo. Porém, este estudo foi limitado quanto à falta de informações sobre o ciclo menstrual das mulheres e a falta de teste de modulação da dor condicionada. Referência: Geva N, Golan S, Pinchas L, Defrin R. Sex effects in the interaction of acute stress and pain perception. Pain. 2023;164(3):587-597. doi:10.1097/j.pain.0000000000002743 Alerta submetido em 31/03/2023 e aceito em 14/04/2023. Escrito por Jessica Correia de Oliveira Souza