Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Divulgação Científica

Impacto do bullying escolar no desenvolvimento de sintomas de

depressão e ansiedade Crianças com dor crônica têm maior incidência de histórico de bullying passado em comparação com seus pares sem dor crônica, revela um estudo recente que investigou as interações entre bullying escolar, relações entre

DOL · Dor On Line Edição 290 · Setembro 2024 ⭳ Baixar em PDF

depressão e ansiedade Crianças com dor crônica têm maior incidência de histórico de bullying passado em comparação com seus pares sem dor crônica, revela um estudo recente que investigou as interações entre bullying escolar, relações entre pares e dor crônica. Conduzido com 1.115 escolares, predominantemente meninas (57%) e com idade média de 11,67 anos, o estudo explorou como o bullying e a qualidade das relações interpessoais afetam variáveis como intensidade da dor, interferência da dor, sintomas depressivos e ansiedade. Foram aplicadas escalas com uma abordagem quantitativa com análises estatísticas descritivas e correlacionais para avaliar bullying passado e atual, qualidade das relações interpessoais, intensidade da dor, interferência da dor, sintomas depressivos e ansiedade. Os resultados mostraram que crianças com dor crônica

têm maior probabilidade de relatar bullying no passado, mas não houve associações significativas entre bullying atual ou qualidade das relações interpessoais com a intensidade da dor ou ansiedade. No entanto, o histórico de bullying e a qualidade das relações foram relacionados à gravidade dos sintomas depressivos. Este estudo destaca a importância de considerar o impacto emocional do bullying e das relações sociais na saúde mental de crianças com dor crônica, sublinhando a necessidade de estratégias de intervenção sensíveis às experiências sociais desses jovens. A prevalência significativa de bullying escolar entre crianças correlacionou-se com a qualidade de vida emocional e física, ressaltando a urgência de intervenções preventivas eficazes. Este estudo destaca a necessidade contínua de políticas escolares que promovam um ambiente seguro e acolhedor para todos os alunos. Limitações incluem a dependência de autorrelatos e a possível subnotificação de casos de bullying, sugerindo a necessidade de abordagens metodológicas mais robustas para investigações futuras. Referência: Solé, E., Roman-Juan, J., Sánchez-Rodríguez, E., Castarlenas, E., Jensen, M. P., & Miró, J. (2024). School bullying and peer relationships in children with chronic pain. Pain, 165(5), 1169–1176. https://doi.org/10.1097/j.pain.0000000000003118 Escrito por Maria Eduarda Gonçalves dos Santos.

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