Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Inibidores da enzima monoacilglicerol lipase apresentam potencial para uso como analgésicos

DOL · Dor On Line Edição 84 · Julho 2006 ⭳ Baixar em PDF

Um comentário sobre o artigo “The antinociceptive effects of intraplantar injections of 2-arachidonoylglycerol are mediated by cannabinoid CB2 receptors” (Os efeitos antinociceptivos de injeções intraplantares de 2-araquidonoilglicerol são mediados por receptores canabinoides CB2), publicado por Guidon J. e cols no periódico British Journal of Pharmacology em fevereiro de 2007, foi redigido pelo Professor AG Hohmann, da Universidade de Geórgia, nos EUA. Nele, o Professor comenta as funções do 2-araquidonoilglicerol (2-AG), um canabinoide endógeno, e da enzima que o degrada, a monoacilglicerol lipase (MGL), em processos relacionados à dor. No trabalho original, devido ao fato de o 2-AG ter bloqueado as duas fases do teste da formalina injetada na pata de ratos, os autores sugerem a participação de um mecanismo central nos efeitos analgésicos do 2-AG. Além disso, a administração isolada do inibidor da enzima MGL causou antinocicepção e potenciou os efeitos observados após a administração de 2-AG. Em sua carta aos autores, Hohmann sugere que a melhor compreensão dos mecanismos de formação e degradação do 2-AG pode levar à identificação de novos alvos moleculares que podem ser explorados para o tratamento da dor em humanos, o que já havia sido sugerido, pela primeira vez, no trabalho de Guidon, que afirma que inibidores da MGL apresentam potencial terapêutico significativo para o tratamento de dores de origem inflamatória. Autores e procedência do estudo: AG Hohmann - Neuroscience and Behavior Program, Department of Psychology, University of Georgia, Athens, GA, USA. Fonte: Hohmann AG. Referência: (Commentary) Inhibitors of monoacylglycerol lípase as novel analgesics. Br J Pharmacol, 150: 673-675, 2007.

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